A noite de Série B traz o tamanho do desafio dos pernambucanos e uma curiosa coincidência: Sport e Náutico medem forças contra adversários goianos.
Mas, para além da geografia, o que está em jogo é bem mais profundo. No Recife, o Sport entra em campo sem um treinador efetivo. Enfrentar o Vila Nova, agora sob o comando experiente de Guto Ferreira, exige mais do que camisa.
Exige organização, algo que o Leão ainda não mostrou com consistência. A Ilha, que já foi sinônimo de pressão insuportável, hoje convive com a desconfiança do seu torcedor. Nem mesmo o fator casa intimida como antes. Márcio Goiano no comando e a tendência é força máxima, inclusive com a expectativa em torno do atacante Perotti, que surge como solução emergencial para um ataque carente de referências.
Em Goiânia, o Náutico joga com um peso diferente: o da necessidade de resposta. O confronto é diante do Atlético/GO e o time vem em um momento de instabilidade após duas derrotas seguidas nos Aflitos, justamente onde o time construiu sua identidade recente.
A pressão, antes combustível, agora começa a incomodar. E isso respinga diretamente em Hélio dos Anjos, que pela primeira vez vê seu trabalho ser questionado de forma mais contundente. Sem Paulo Sérgio, lesionado, o treinador perde uma peça-chave e, mais do que isso, perde uma referência de funcionamento ofensivo. Encontrar esse substituto não é apenas questão de escalação, mas de reencontrar o modelo de jogo.
No fim, vencer é quase uma obrigação moral para ambos. Mas o problema é que nenhum dos dois chega pronto para isso. E, na Série B, quem entra em campo carregando dúvidas costuma sair ainda mais pressionado.







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