
Créditos: Luiz Neto / Staff Images / CBF
Com apenas um ano e nove meses de história, equipe goiana levantou a taça do troféu e superou o feito do Brasiliense, fundado em agosto de 2000 e campeão da Série C em dezembro de 2002
Ao levantar a taça do Brasileirão Feminino A3 com apenas um ano e nove meses de história, o Planalto-GO se tornou na noite desse sábado (5) o clube brasileiro mais jovem a conquistar um campeonato nacional. Criada em dezembro de 2024, a agremiação goiana superou o Brasiliense-DF, que ganhou a Série C de 2002 dois anos e quatro meses após sua fundação em agosto de 2000.
No Lourival Batista, em Aracaju, as goianas repetiram o placar da vitória no jogo de ida de 1 a 0 sobre o Juventude-SE e fizeram a festa fora de casa.
O título veio em sua temporada de estreia no Brasileirão Feminino A3, em que obteve dez vitórias, teve três empates e sofreu apenas uma derrota, com 28 gols marcados e 18 sofridos. É também a primeira conquista do estado de Goiás em um certame nacional feminino.
Com apenas um ano e nove meses de história, o Planalto-GO, ao ganhar o Brasileirão Feminino A3, se torna o clube mais jovem a conquistar um Campeonato Brasileiro
Entre outros jovens campeões brasileiros, estão:
Paraná Clube - Fundado em 19 de dezembro de 1989 e campeão da Série B em 11 de julho de 1992 (2 anos e 6 meses);
Amazonas - Fundado em 23 de maio de 2019 e campeão da Série C em 22 de outubro de 2023 (4 anos e 4 meses);
Atlético Piauiense - Fundado em 14 de novembro de 2019 e campeão do Brasileiro Feminino A3 em 16 de agosto de 2025 (5 anos e 9 meses);
União São João - Fundado em 14 de janeiro de 1981 e campeão da Série C em 18 de dezembro de 1988 (7 anos e 11 meses);
Retrô - Fundado em 15 de fevereiro de 2016 e campeão da Série D em 29 de setembro de 2024 (8 anos e 7 meses).
Com apenas um ano e nove meses de história, o Planalto-GO, ao ganhar o Brasileirão Feminino A3, se torna o clube mais jovem a conquistar um Campeonato Brasileiro
Celebração dos campeões
O presidente do Corvo, Breno Cardoso, e o gerente de futebol feminino, Cláudio Póvoa, destacaram a grandeza do feito alcançado pelas Planaltinas e a importância que a equipe dá ao futebol feminino.
“O Planalto é o time da história do futebol brasileiro mais jovem a conquistar um campeonato brasileiro. Era o Brasiliense com dois anos, agora é o Planalto com um ano e nove meses. É uma trajetória de muito trabalho, honestidade e sobretudo ressignificação do futebol feminino. O futebol feminino no Planalto não é obrigação, é uma causa, uma bandeira. Somos campeões brasileiros e o primeiro campeão brasileiro feminino da história do estado de Goiás. Não viemos à toa, viemos fazer história!”, vibrou Cardoso.
“Estamos muito felizes, é um projeto de dois anos e no primeiro campeonato já conseguimos o acesso e um título. Isso, para nós e para Goiás, é um resultado extraordinário. O Vila Nova chegou na final ano passado e não conseguiu, e a gente consegue esse feito com muito trabalho e planejamento. Seguimos um pouco mais fortes para tentar subir novamente, agora para a Série A1 no ano que vem”, comemorou Póvoa.
Para a treinadora Regiane Santos, o título simboliza a recompensa pela entrega empreendida pelo Planalto ao longo de toda a temporada.
“O título representa todo o esforço e dedicação das meninas desde o dia 15 de janeiro, quando elas se apresentaram. Elas compraram o que o Planalto queria proporcionar, o presidente foi muito feliz em tudo o que fez. Ele não chega para brincar, ele vai para disputar, e foi isso o que a gente fez no nosso primeiro ano, com o acesso e o título. Agora estamos na Série A2, é trabalhar, focar, fazer contratações, para que a gente também consiga fazer história”, afirmou.
Golaço de camisa 10
Para levantar a taça, o Corvo contou com a categoria e qualidade de sua camisa 10, a meio-campista Brenda. Em cobrança de falta no fim do primeiro, ela acertou o ângulo da goleira Monique, do Juventude-SE, e anotou o gol da vitória e do título.
Em entrevista à CBF TV, Brenda descreveu como “inexplicável” o sentimento de ajudar sua equipe a sair campeã e frisou que o título foi resultado de um trabalho coletivo.
“É uma sensação inexplicável. Todos os atletas procuram esse êxito de chegar numa final e ser campeão, além do acesso, que é algo extraordinário. Deus me abençoou com o gol de falta, mas com toda certeza é algo que foi em prol da equipe e graças a muito trabalho. Nós falamos que a nossa equipe foi a que mais trabalhou e conseguimos sair com a vitória. Esse gol não foi só meu, foi de todo mundo, foi do Planalto. Graças a Deus ficamos com a taça”, concluiu.
Planalto-GO abriu o placar no jogo de volta da final do Brasileirão Feminino A3 com um golaço de falta de Brenda
Experiência vencedora
Em seu elenco vencedor, o Planalto-GO contou com a experiência da lateral-direita Oliveira, que se sagrou tricampeã consecutiva do Brasileirão Feminino A3. Em 2024, ela conquistou o torneio com o Vasco e, em 2025, com o Atlético-PI.
“Nunca perde a graça ser campeã de um campeonato tão difícil como esse. A cada ano, o nível de disputa vai ficando mais alto, então é muito difícil chegar aqui e levantar mais uma taça. Quando mais a gente conquista, não podemos nos contentar com isso, temos que querer mais e mais. É o que tenho feito nos últimos três anos, agora com o terceiro título consecutivo da Série A3”, celebrou a defensora, que também ganhou a Série A2 pelo Ceará em 2022 e agora é tetracampeã brasileira.
CBF.COM.BR






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